O sumiço das pontes invisiveis.
As pontes que se dissolvem sem ao menos compreendermos o quanto elas nos são importantes...
Quando vi, já estavam sumindo, as coisas pequenas;
sem alarde, desapareciam mas não todo dia; uma ora aqui, ora ali, suave e discretas. Insignificantes à primeira vista, mas quando faltaram, fizeram ruído.
Ecoaram nas frases antigas, que só ganham valor no objeto perdido. E fui vendo, com olhos tardios, que criamos laços sem notar; pontes invisíveis entre os vazios: gente, momentos, o que não dá mais pra tocar.
E ali, no meio do silêncio e da ausência, a consciência foi se desfazendo,
como tudo que some com frequência ;
sem nenhuma despedida, só foi… se dissolvendo.
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