Continue seguindo em frente!
Houve um tempo em que as máscaras eram bem-feitas e minuciosamente adornadas. Falsos sorrisos, promessas vazias e palavras envoltas em um verniz de amizade, respeito e lealdade. Mas como todo disfarce, o brilho artificial se desfez, revelando intenções distorcidas e tendenciosas, um teatro de manipulação onde os atores não se importavam com o enredo combinado entre eles, apenas com o que podiam extrair do expectador.
E no palco dessa farsa, havia alguém protegido ao lado, proclamando amor para sempre e até a velhice(Sic); jurando fidelidade, construindo uma ilusão meticulosamente bordada com palavras doces e gestos ensaiados. Não havia hesitação nos olhares, nem dúvidas nos toques porque o jogo fora bem arquitetado e suas regras já estavam sendo quebradas há tempos. Mas enquanto a encenação seguia impecável, por trás do véu da confiança, a mentira se multiplicava sem escrúpulos.
O tempo passou, e não havia intenção verdadeira de apoio ou companheirismo como acontece em toda estrutura erguida sobre areia e, a verdade cobrou seu preço. O colapso veio como um vendaval, arrancando as cortinas, derrubando os cenários, expondo aquilo que sempre esteve ali, mas que ninguém queria ver pois era um jogo acobertado e feito entre pares.
Ironicamente, aqueles que tanto juravam ser o pilar, a fortaleza, o amor inabalável foram os primeiro a partir. Sem despedidas honestas, sem explicações verdadeiras. Afinal, a peça chegara ao fim, e o que restava não era mais útil para as seus propósitos. Bastava tão somente um: “Como você está se sentindo depois desse cataclisma?”, mas do meio desses atores, ninguém percebeu a única coisa importante, o efeito que as circunstâncias negativas podem causar.
O silêncio que ficou poderia ter sido um abismo, mas tornou-se um recomeço terrível. Porque quando as sombras da manipulação desaparecem, tudo que antes parecia amparo falsificado se transforma em combustível para algo maior. Não foi preciso recorrer à compaixão de quem nunca a ofereceu genuinamente, nem se perder na ilusão de que o passado poderia ter sido diferente.
O crescimento veio, mesmo com a sombra dos manipuladores oportunistas que jamais reconhecem o valor e só enxergam o preço das coisas .
E agora, sem correntes e sem ilusões, cada passo é mais firme, mais livre, mais verdadeiro.
Por: Edson Léa
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