LEMBRANÇAS
Acontece apenas uma vez ou outra e sempre que acontecer, por
certo, depois de algum tempo, acontecerá novamente.
Não se acorda desejando para si, neste dia, lembrar-se de
coisas que se foram no tempo e na distancia. Mas, para elas, existem os tantos
sabotadores da paz emocional: olores, cenários, sorrisos, canções (ah... as
canções!), essas são de alguma forma as piores. Se bem, que se tratando de
aromas, esses fazem valer cada centavo que custariam se eu soubesse o nome da
sua fragrância. Deveras, por ora, não sei.
A idéia de ficar quieto, sentir o ar em volta, se mistura a
vontade de perguntar ao estranho, que por avos de segundos, pareceu-me tão
profundamente familiar... Afinal, me trouxe um bom motivo para continuar tendo
coisas tão profundas na memória, mas a tremura das pernas, inibe a
disposição...
Talvez valesse a pena, talvez não. A vontade passa e é até
melhor não condicionar algo tão clássico e sobremaneira rico em explosões
nostálgicas, em algo, que possa num curto espaço de tempo, parecer-se com uma
droga sintética... Não! Lembranças improváveis, ao menos, para mim, devem
surgir como um deboche... um riso fino, simples, misterioso. Uma nuance de
surpresa e vigor; sim, porque surpresas que são acionadas por mecanismos
exteriores, quase sempre, revigoram...
Ia dizer outra coisa, mas por ora, não me recordo.
Alguém tem mais uma dose de estímulos aí?
Por: Edson Mendonça.
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