Intolerancia


Tem gente que não diz que é assim, mas é. Tem gente que não gosta de atenção, não gosta de respeito, não gosta de priorizar-se. Tem gente que não se importa. Vejo isso todos os dias. Assisto à cenas que são o supra sumo do descaso endereçadas para o"não tô nem ai" e "vou fazer de novo".

 Felizmente tem gente que também consegue receber muito bem um afago de cabelos, uma palavra doce e cheia de romantismo. Um beijo em público sem achar que é exagero. Tem gente que se importa. Se importa e muito. Tem gente que não tinha nada disso. Ficava vivendo em função de encontrar qualquer sinal diferente de carinho, um telefonema inesperado, apresentações a todos os amigos ou seja la quem fossem. Mimos e frases em folhas de rascunhos. 

Mas o poder silencioso que as experiencias da vida imprimem em cada pessoa, dá a elas uma nova perspectiva da propria existencia. Tem gente que sempre foi legal e dócil, mas por receber desprezo e indiferença passou a dá-los tambem. O mundo entre outras coisas, tem esse "charme" horrivel de estragar  algumas pessoas. De torná-las especiosas e infelizes, e talvez por isso, fomentem em todos os lugares a descrença e a crueldade. Tem gente que fica assim depois de se relacionar com pessoas sagazes e tendenciosas. 

Tem gente que fica insistindo em coisas que por mais que tente não irão mudar. Não conseguirá fazer qualquer diferença. Fica insistindo uma, duas, tres... Cinco, seis vezes.  Eu penso que os sinais estão e serão sempre visiveis a quem quer que queira vê-los. Eu acredito na felicidade. Eu quero muito um pouco diario dela. Quero seus risos, seus afagos, seus mimos, suas delicias. Mas quero ter certeza que algo muito maior que se misture à ela, seja feito de um metal bem forte que não se rompa por capricho ou empirismo negativo. Que não se macule pelo coletivo inconsciente de que tudo é mesmo uma grande perda de tempo. Tem gente que não sabe nada. Diz que não sabe nada. Mas tem a erudita arte da crueldade. Seis, sete, oito vezes... Quem sabe um pouco mais e serão dez, onze, doze vezes de descaso, de não me importo. Ou quem sabe de verdade, treze ou catorze vezes inundadas de "nunca irei me importar", mesmo que seja importante para quem quer que seja...

Por: Edson Mendonça.


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